Confira o novo artigo publicado pelo escritorio Gislene A. Ferreira Cavalcante para a revista direcional condominios sobre dividas condominiais

Como reduzir a inadimplência condominial sem aumentar conflitos no condomínio

A inadimplência é um dos principais desafios da gestão condominial e impacta diretamente o trabalho do síndico no dia a dia. Além de comprometer o equilíbrio financeiro do condomínio, ela dificulta o planejamento de melhorias, manutenção e cumprimento das obrigações básicas da administração.   

Em muitos casos, esse cenário é reflexo do aumento do endividamento das famílias brasileiras que acabam priorizando outras despesas e deixam a taxa condominial em atraso.   

Quando muitos moradores atrasam o pagamento da taxa de condomínio, os impactos no edifício aparecem rapidamente, como atraso na realização de obras e reparos; reanalise sobre fechamento de contratos de bens e/ou serviços de melhoria ou necessários, bem como desestabilidade do fluxo de caixa do condomínio e tantas outras obrigações financeiras contraídas pelo prédio, sem contar no reflexo gerado nas relações interpessoais e aumento da tensão entre os próprios condôminos, gerando desgastes, discussões e até problemas jurídicos.   

Nesse panorama, o grande desafio do síndico é encontrar um ponto de conexão entre a manutenção da saúde financeira do edifício a necessidade de recuperação dos créditos condominiais e a preservação da harmonia e da boa convivência entre os condôminos.   

Assim, estabelecer critérios bem definidos para realização de negociação estruturada e segura tornam-se alternativas para a regularização dos débitos das cotas condominiais em aberto.   

O parcelamento estratégico dos débitos é um caminho para a recuperação de créditos e reequilíbrio do fluxo de caixa, sendo importante analisar prazos e condições que assegurem a saúde financeira do condomínio.   

Nesse contexto, a realização de acordos bem pactuados e seguros que estipulem regras contratuais para garantia, proteção e clareza quanto às condições estabelecidas, visa a proteção de riscos legais, busca efetividade dos mecanismos de recuperação do crédito e prima pela preservação da boa convivência.   

O importante é que o síndico atue com agilidade, equilíbrio e possa se valer de soluções seguras de negociação que possibilitem a regularização da situação, evitando enfraquecimento na convivência condominial.   

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Autor

  • Colunista Gislene A Ferreira Cavalcante

     

    Advogada. Pós-graduada em Direito Imobiliário. Pós-graduanda em Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Sócia-fundadora do escritório Gislene A. Ferreira Cavalcante Sociedade Individual de Advocacia.

 

 

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Gislene Cavalcante

Gislene A F Cavalcante tem uma forte paixão pela disseminação do conhecimento jurídico, o que a impulsiona a escrever artigos sobre temas relevantes da área. Seu objetivo é compartilhar sua experiência e perspectiva, contribuir para o aprimoramento do debate jurídico e auxiliar profissionais e estudantes a se atualizarem sobre as questões mais atuais do Direito.